Ruidagem, a garagem das sete lembranças
ruídos afetivos, memória e música
Ruídos afetivos foi o termo que criamos, Paulo Brandão e eu, no instante em que decidimos mergulhar em um projeto experimental feito apenas com ruídos do cotidiano, que editamos e processamos minuciosamente durante oito anos e alguns meses.
Solicitamos a amigos e familiares o envio de ruídos do cotidiano, para transformá-los em música e assim começamos a receber uma infinidade de sons inimagináveis - que somaram mais de mil arquivos de áudio - a imensa maioria registrados a partir dos celulares, como o ranger da porteira de uma fazenda, o atrito de portões de casas, a sonoridade impensável do contorcionismo de uma imensa corda que mantinha um pequeno navio atracado no cais e o último suspiro captado pelo respirador artificial antes do falecimento de um ente querido. Os burburinhos íntimos dos almoços em família, o acalentar dos bebês, a suspensão do ônibus que sacolejava e o som da derradeira batida do coração de alguém. Gravações amorosas, instigantes e provocadores de várias regiões do Brasil – de Roraima ao Cariri, de Camanducaia a Altamira, de Porto Alegre ao Recife – e de outros países, como Egito, Paquistão, Espanha, Colômbia, Rússia, Filipinas, China, Moçambique, Argentina, Portugal e Estados Unidos: todo este incrível material sonoro deu origem às sete músicas que integram Ruidagem, a garagem das sete lembranças. Depois dos cinco primeiros anos trabalhando com todo esse material, percebemos que essa experiência artística poderia também resultar em um livro com textos escritos por convidadas e convidados que receberam o desafio de escrever o que desejassem, desde que a inspiração para isso estivesse, ao menos, em um dos pilares do projeto: ruídos afetivos, memória e música e para além de disco e livro, Ruidagem inspirou uma vídeoarte concebida especialmente por Fernando Velázquez.
Os textos que constam do livro são de autoria de Anelis Assumpção, Ciça Pereira, Daniel Iberê, Edson Natale, Gabriel Natal, Jorge Maia, Marcelo Pinheiro, Marcelo Sandman, Maria Eugênia Moreira, Natália Barros, Parteum, Paulo Brandão e Suely Mesquita. As obras de ambas as capas são de Beá Meira e o design gráfico, de Cíntia Belloc.
ruídos afetivos, memória e música
Ruídos afetivos foi o termo que criamos, Paulo Brandão e eu, no instante em que decidimos mergulhar em um projeto experimental feito apenas com ruídos do cotidiano, que editamos e processamos minuciosamente durante oito anos e alguns meses.
Solicitamos a amigos e familiares o envio de ruídos do cotidiano, para transformá-los em música e assim começamos a receber uma infinidade de sons inimagináveis - que somaram mais de mil arquivos de áudio - a imensa maioria registrados a partir dos celulares, como o ranger da porteira de uma fazenda, o atrito de portões de casas, a sonoridade impensável do contorcionismo de uma imensa corda que mantinha um pequeno navio atracado no cais e o último suspiro captado pelo respirador artificial antes do falecimento de um ente querido. Os burburinhos íntimos dos almoços em família, o acalentar dos bebês, a suspensão do ônibus que sacolejava e o som da derradeira batida do coração de alguém. Gravações amorosas, instigantes e provocadores de várias regiões do Brasil – de Roraima ao Cariri, de Camanducaia a Altamira, de Porto Alegre ao Recife – e de outros países, como Egito, Paquistão, Espanha, Colômbia, Rússia, Filipinas, China, Moçambique, Argentina, Portugal e Estados Unidos: todo este incrível material sonoro deu origem às sete músicas que integram Ruidagem, a garagem das sete lembranças. Depois dos cinco primeiros anos trabalhando com todo esse material, percebemos que essa experiência artística poderia também resultar em um livro com textos escritos por convidadas e convidados que receberam o desafio de escrever o que desejassem, desde que a inspiração para isso estivesse, ao menos, em um dos pilares do projeto: ruídos afetivos, memória e música e para além de disco e livro, Ruidagem inspirou uma vídeoarte concebida especialmente por Fernando Velázquez.
Os textos que constam do livro são de autoria de Anelis Assumpção, Ciça Pereira, Daniel Iberê, Edson Natale, Gabriel Natal, Jorge Maia, Marcelo Pinheiro, Marcelo Sandman, Maria Eugênia Moreira, Natália Barros, Parteum, Paulo Brandão e Suely Mesquita. As obras de ambas as capas são de Beá Meira e o design gráfico, de Cíntia Belloc.